Vazamento de gás: Bombeiros mantêm resfriamento para evitar novo superaquecimento do tanque
Apesar da manutenção da operação de segurança, parte dos trabalhadores já retornou às atividades na empresa, enquanto equipes seguem monitorando a área para evitar um novo aumento da temperatura no reservatório
Foto: Mário Marcelo - TV A CRÍTICA
O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) permanece mobilizado na petroquímica Innova, no Distrito Industrial, zona Sul de Manaus, na manhã desta quinta-feira (16), realizando o resfriamento contínuo do tanque onde ocorreu o superaquecimento que provocou o vazamento de estireno na quarta-feira (15). A expectativa era de que o vazamento sessasse às 6h, mas ainda há registro de gás no local. Pelo menos 16 pessoas precisaram de atendimento médico.
Apesar da manutenção da operação de segurança, parte dos trabalhadores já retornou às atividades na empresa, enquanto equipes seguem monitorando a área para evitar um novo aumento da temperatura no reservatório. Os alunos do SESI foram dispensandos das aulas nesta quinta-feira.
De acordo com o tenente Sória, do Corpo de Bombeiros, a corporação foi acionada por volta das 17h20 de quarta-feira e, ao chegar ao local, encontrou a brigada da própria empresa já atuando no resfriamento do tanque. Ao longo da ocorrência, foram empregadas 12 viaturas e 36 militares.
Nesta quinta-feira, os bombeiros mantêm uma base operacional na empresa e continuam utilizando água para controlar a temperatura do tanque, já que o calor registrado durante o dia pode dificultar o processo de resfriamento. A Defesa Civil também acompanha os trabalhos.
Embora o vazamento tenha sido reduzido significativamente, as equipes permanecem atuando até que o risco de um novo superaquecimento seja descartado.
Na noite de quarta-feira, o comandante-geral do CBMAM, coronel Orleilso Muniz, informou que o vazamento havia sido controlado e explicou que o problema teve origem em uma reação química espontânea no interior de um dos tanques da unidade. Conforme o comandante, o calor gerado durante essa reação exige o resfriamento constante do reservatório para impedir o aumento da temperatura, motivo pelo qual a operação dos bombeiros continua no local mesmo após a contenção da ocorrência inicial.
