Sidney Leite defende criação de regra para reduzir impacto do ‘Custo Amazônico’ nas passagens aéreas
Deputado critica preços de voos dentro do Amazonas e cobra medidas para garantir financiamento adequado a serviços públicos na região
Foto: Reprodução/Internet
O deputado federal Sidney Leite (PSD) defendeu a criação de uma política permanente para enfrentar o chamado “Custo Amazônico”, com medidas voltadas à redução dos impactos dos altos custos de transporte e à garantia de financiamento adequado para serviços públicos na região.
Durante sua manifestação, o parlamentar questionou os preços das passagens aéreas para municípios do interior do Amazonas. Segundo ele, em alguns casos, pode ser mais barato sair do Brasil, viajar até Bogotá, na Colômbia, e chegar a Letícia, na fronteira com o Amazonas, do que fazer um deslocamento entre Manaus e Tabatinga.
“Como pode ser mais caro voar de Manaus para Tabatinga do que sair do Brasil e chegar a Letícia, passando por Bogotá?”, questionou Sidney Leite.
O deputado destacou que a situação afeta diretamente moradores de municípios do Alto Solimões, como Tabatinga, Benjamin Constant, Atalaia do Norte e São Paulo de Olivença, que dependem do transporte aéreo para deslocamentos dentro do próprio estado.
Para Sidney Leite, a discussão precisa ultrapassar o preço das passagens e envolver uma política específica para as particularidades da Amazônia. Ele defendeu que o Custo Amazônico seja transformado em regra geral, considerando as dificuldades logísticas e os custos elevados enfrentados pelos municípios da região.
“Esses debates, e eu defendo isso, nós precisamos definir o Custo Amazônico enquanto regra geral”, afirmou.
Além do transporte, o parlamentar também defendeu a garantia de financiamento adequado para áreas como alimentação escolar e saúde, considerando os custos adicionais de logística na Amazônia.
Sidney Leite também cobrou uma discussão sobre as concessões de serviços públicos na região. Segundo ele, é necessário avaliar quem detém essas concessões e de que forma os serviços são oferecidos à população amazônica.
A proposta, de acordo com o parlamentar, busca considerar as particularidades geográficas da região na formulação de políticas públicas, evitando que moradores do interior arquem com custos considerados desproporcionais para ter acesso a serviços essenciais e deslocamento.
