DSEI Parintins avança em oito dos dez indicadores prioritários e se consolida como referência na Saúde Indígena
Sob coordenação de Jecinaldo Sateré, gestão fortalece planejamento, presença em território e integração com comunidades para melhorar os resultados no Baixo Amazonas
Foto: Divulgação
Parintins (AM) – Os resultados alcançados nos primeiros seis meses da atual gestão colocam o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Parintins em posição de destaque e como referência na região amazônica. Dos dez indicadores de saúde considerados prioritários por estarem em situação de risco no início da gestão, oito apresentaram evolução no período.
Os números refletem o trabalho desenvolvido a partir de uma força-tarefa que reuniu a equipe técnica do DSEI, profissionais que atuam diretamente nos territórios, referências dos programas de saúde, lideranças indígenas, representantes do controle social e parceiros institucionais.
À frente do DSEI, o líder indígena Jecinaldo Sateré tem adotado como uma das principais marcas de sua gestão a presença constante em território. Desde que assumiu a coordenação, ele tem acompanhado de perto a realidade das comunidades, dialogando com lideranças e profissionais e vivenciado diretamente as demandas que chegam das aldeias.

Essa atuação próxima tem permitido à gestão compreender com maior precisão as necessidades de cada território e transformar as demandas identificadas em planejamento e ações direcionadas.
“Esses indicadores vão ser a nossa bússola, o nosso norteador para que possamos continuar essa missão à frente da saúde indígena no DSEI Parintins”, destacou Jecinaldo.
Para o coordenador, os resultados representam o esforço conjunto de profissionais e comunidades que participam diariamente da construção da Saúde Indígena.
“É um momento de gratidão pelo esforço de toda a equipe do DSEI, das lideranças indígenas, do controle social e de todos os profissionais que atuam em território. Hoje conseguimos enxergar com mais clareza o retrato da saúde indígena na região do Baixo Amazonas”, afirmou.
Os indicadores passaram a ser utilizados pela gestão como uma importante ferramenta de planejamento, permitindo identificar as principais necessidades e direcionar as ações das equipes.
O enfermeiro do Núcleo do DSEI Parintins, Cledson Braga, explica que o trabalho começou a partir da identificação dos dez indicadores prioritários e avançou com reuniões, planejamento e acompanhamento das ações desenvolvidas pelas referências técnicas dos programas de saúde.
Segundo ele, o resultado depende diretamente da atuação dos profissionais que estão nas comunidades, entre enfermeiros, técnicos de enfermagem, médicos, psicólogos, nutricionistas, assistentes sociais e agentes indígenas de saúde e de saneamento.

Atualmente, o DSEI conta com 12 profissionais na equipe técnica e equipes multidisciplinares distribuídas pelos 14 polos-base. São esses profissionais que levam as estratégias definidas pela gestão ao território e, ao mesmo tempo, trazem informações que permitem o acompanhamento contínuo da realidade das comunidades.
A presença de Jecinaldo Sateré em campo também fortalece esse processo, aproximando a coordenação das equipes e das lideranças indígenas e permitindo que as decisões da gestão estejam cada vez mais conectadas às necessidades identificadas diretamente nas comunidades.

Além dos indicadores, a gestão também destaca a importância de garantir um atendimento que considere as especificidades culturais dos povos atendidos pelo DSEI Parintins.
O distrito atende comunidades das etnias Sateré-Mawé e Hixkaryana, que possuem diferentes culturas, línguas e formas tradicionais de cuidado.
Para Cledson Braga, a assistência precisa integrar os conhecimentos da medicina ocidental às práticas tradicionais indígenas, sempre com respeito à cultura de cada comunidade.
“Quando estamos em território, estamos indo para a casa deles. Nós somos os visitantes. Por isso, precisamos respeitar a cultura e a tradição, seja o trabalho do parteiro, do pajé ou de outros conhecimentos tradicionais, buscando agregar a medicina ocidental sem desrespeitar aquilo que já existe dentro da comunidade”, explicou.
Resultados que mostram evolução
O acompanhamento realizado pela gestão demonstra avanços importantes em áreas estratégicas da Saúde Indígena. Entre os principais resultados registrados nos primeiros seis meses estão:
22 indicadores monitorados pelo DSEI Parintins;
10 indicadores definidos como prioritários no início da gestão;
8 indicadores apresentaram evolução;
85,7% das crianças menores de 1 ano realizaram consultas de crescimento e desenvolvimento;
92,2% das crianças alcançaram o esquema vacinal completo;
31,27% das gestantes realizaram consulta odontológica durante o pré-natal;
16,67% de redução na incidência de tuberculose;
50% de redução no indicador de óbitos por suicídio.
Os resultados abrangem áreas como saúde da criança, saúde da mulher, saúde bucal, vacinação, pré-natal, prevenção ao suicídio e controle da tuberculose.

A evolução dos indicadores representa, segundo a gestão, o resultado de um trabalho que combina planejamento técnico, acompanhamento permanente, articulação institucional e, principalmente, presença no território.
Para Jecinaldo Sateré, os números são um ponto de partida para a continuidade das ações e para o aprimoramento da assistência prestada às comunidades indígenas do Baixo Amazonas.
A orientação da gestão é manter o acompanhamento dos indicadores, fortalecer a atuação das equipes multidisciplinares e ampliar o diálogo com as comunidades e suas lideranças, garantindo que as decisões tomadas no DSEI estejam cada vez mais próximas da realidade vivenciada nos territórios.
Esse trabalho também conta com a cooperação das diferentes instâncias responsáveis pela política de Saúde Indígena e pela atenção à saúde das comunidades. Nesse processo, o apoio institucional e a articulação com o Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde e da Secretaria de Saúde Indígena, contribuem para fortalecer as ações desenvolvidas no território e ampliar a capacidade de resposta às necessidades das populações atendidas pelo DSEI Parintins.
