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Com investimentos em turismo, gastronomia pode gerar tantos empregos quanto a Zona Franca de Manaus, afirma Jender Lobato

O pré-candidato defende o setor gastronômico como um dos potenciais motores da geração de empregos no estado, aliado ao turismo

18/07/2026 08h03 Por: Portal Clube Fm
Com investimentos em turismo, gastronomia pode gerar tantos empregos quanto a Zona Franca de Manaus, afirma Jender Lobato

Foto: Divulgação

A Zona Franca de Manaus consolidou-se, ao longo de quase seis décadas, como o principal motor econômico do Amazonas. O Polo Industrial concentra milhares de empregos e responde por parcela significativa da arrecadação estadual. Para o ex-secretário de Cultura Jender Lobato, no entanto, o desafio agora é outro: aplicar a lógica dos incentivos a setores que também movimentam milhares de trabalhadores, como a gastronomia e o turismo.

 

Nesse cenário, a gastronomia aparece como uma das atividades mais estratégicas. Segundo levantamento do Senac Amazonas e do Portal do Comércio, o setor criou 11.834 novos empregos formais em Manaus em 2023, encerrando o ano com 54.870 postos de trabalho, distribuídos em aproximadamente 10.887 bares, restaurantes e estabelecimentos similares somente na capital.

 

Para Jender Lobato, a atividade deve ser tratada como uma política pública de geração de emprego e renda, assim como ocorreu com a indústria ao longo das últimas décadas.

 

"Qual é o incentivo que um dono de restaurante tem para abrir um restaurante? Zero. Não tem incentivo. A indústria vem para cá com os impostos zerados em troca da geração de emprego e renda. Por que os restaurantes não têm incentivo também? Eles deveriam ter. Basta olhar para as redes de restaurantes e franquias espalhadas por Manaus e ver quantos empregos geram. Mas isso parece ser invisível", afirma.

 

Para o ex-secretário, essa discussão vai além da gastronomia e faz parte de um projeto de desenvolvimento baseado no empreendedorismo:

 

"A minha causa principal não é só a cultura, não é só o turismo, mas é o empreendedorismo. Porque o turismo gera emprego e renda, a cultura gera emprego e renda, a gastronomia gera emprego e renda, a economia criativa gera emprego e renda. Eu estou falando de milhares de trabalhadores que são empregados todos os dias em restaurantes, bares, lanchonetes e naqueles cafés de rua.”

 

A proposta, segundo o pré-candidato, é ampliar a matriz econômica do Amazonas, utilizando a cultura, o turismo, a gastronomia e a economia criativa como instrumentos permanentes de geração de emprego e renda.

 

A especialista em turismo Oreni Braga destaca que a gastronomia ocupa posição estratégica dentro da cadeia turística. Segundo ela, o visitante movimenta uma extensa rede econômica que envolve hospedagem, transporte, artesanato, comércio e alimentação.

 

"O turista não consome apenas um destino. Ele consome experiências. A gastronomia faz parte da identidade do lugar e representa uma das atividades que mais distribuem renda dentro da cadeia do turismo", explica.

 

Dados da Organização Mundial do Turismo apontam que um em cada dez empregos no mundo está relacionado ao turismo, direta ou indiretamente, enquanto a atividade impulsiona dezenas de outros segmentos econômicos, do comércio ao transporte e aos serviços.

 

É justamente essa capacidade de multiplicar oportunidades que fundamenta as propostas defendidas por Jender. Entre elas estão a criação de um Fundo Estadual de Desenvolvimento do Turismo, um Programa Estadual de Sinalização Turística, incentivos ao turismo de base comunitária, o fortalecimento da pesca esportiva, a valorização da gastronomia regional, a qualificação profissional e investimentos em infraestrutura turística.

 

Além disso, a estratégia prevê o fortalecimento da economia criativa, dos festivais culturais, do artesanato, do turismo científico e do turismo religioso como formas de ampliar a geração de emprego e renda em diferentes regiões do Amazonas.