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Astro de “Jurassic Park”, Sam Neill morre aos 78 anos

Uma postagem compartilhada nas redes sociais por sua família informou que a morte de Neill, em Sydney, “foi repentina e inesperada, mas abençoada pelo fato de Sam ter permanecido livre do câncer"

13/07/2026 10h29 Por: Reuters
Astro de “Jurassic Park”, Sam Neill morre aos 78 anos

Foto: Divulgação

Sam Neill, ator neozelandês mais conhecido por interpretar o paleontólogo Dr. Alan Grant no sucesso de bilheteria sobre dinossauros “Jurassic Park” e cuja carreira incluiu mais de 50 filmes, morreu aos 78 anos.

 

Uma postagem compartilhada nas redes sociais por sua família informou que a morte de Neill, em Sydney, “foi repentina e inesperada, mas abençoada pelo fato de Sam ter permanecido livre do câncer”. Em abril, Neill anunciou que estava livre do câncer após uma batalha pública contra o câncer no sangue.

 

Descrito pelos críticos como “versátil” e “confiável e excelente”, Neill conquistou papéis importantes em diversos gêneros, variando de um oficial de submarino no thriller de ação de 1990 “A Caçada ao Outubro Vermelho” ao anticristo em “A Profecia III – O Conflito Final”, de 1981.

 

Ele também interpretou inúmeros maridos angustiados, incluindo ao lado de Holly Hunter no filme vencedor do Oscar “O Piano” (1993) e ao lado de Meryl Streep em “Um Grito no Escuro”, de 1988.

 

Nascido em Omagh, uma cidade na Irlanda do Norte, Nigel John Dermot Neill mudou-se para a Nova Zelândia aos sete anos, quando seu pai, um neozelandês, se aposentou do Exército e quis voltar para casa.

 

Aos 11 anos, ele mudou seu nome para Sam. Em suas memórias de 2023, “Did I ever tell you this?”, ele escreveu que “chegar à escola primária com um sotaque afetado e o nome Nigel era pedir por problemas”.

 

Sam era “fácil de pronunciar, soa amigável, tem um tom meio ‘masculino’ e lembra um pouco um labrador”, escreveu ele.

 

Neill se descreveu como um menino desajeitado, nerd, pouco esportivo e gago, mas foi na escola que ele deu seus primeiros passos hesitantes rumo à atuação, conquistando papéis secundários em peças escolares. “Eu gostava de fazer as pessoas rirem”, escreveu ele no livro.

 

A grande chance de Neill veio com o filme neozelandês de baixo orçamento “Sleeping Dogs” (1977), que lhe rendeu atenção suficiente para receber ofertas de papéis em filmes de maior orçamento na vizinha Austrália.

 

Mas, mesmo com o aumento de sua fama, ele continuou voltando à Nova Zelândia para trabalhar. Em seu país, talvez tenha sido mais adorado por seu papel como o rabugento Hector no filme de baixo orçamento “Hunt for the Wilderpeople” (2016), dirigido por Taika Waititi.

 

Ele perdeu a chance de se tornar um megaastro em meados da década de 1980, quando fez um teste para o papel de James Bond, mas disse que não estava com o coração nisso e que, durante o teste que durou o dia inteiro, se sentiu deslocado.

 

“Você nunca quer ser o Bond que ninguém gosta — esse é um destino pior do que a morte”, disse ele certa vez em um programa matinal australiano.

 

Neill foi indicado a três prêmios Globo de Ouro e dois Primetime Emmys. Ele ganhou três prêmios da televisão australiana, incluindo um em 2025 por “The Twelve”.

 

Em 2022, ele recebeu o título de cavaleiro por sua contribuição excepcional ao cinema, após anos recusando a honraria. Ele disse que só aceitou porque era fundamental que todas as artes fossem reconhecidas.

 

“Atuar pode parecer fácil, mas na verdade é muito difícil. Na verdade, se parece fácil, significa que o ator está fazendo algo muito difícil, e muito bem”, afirmou ele sobre seu trabalho.

 

O ator, que se casou e se divorciou duas vezes, passou grande parte de seus últimos anos na Austrália e em seu vinhedo em Central Otago, na Nova Zelândia. Deixa dois filhos e duas filhas.