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Anvisa aprova nova etapa de tratamento para câncer de mama HER2+

Medicamento Enhertu passa a ser indicado para pacientes que ainda apresentam sinais de câncer de mama após o tratamento inicial e a cirurgia

07/07/2026 12h35 Por: Isabella França
Anvisa aprova nova etapa de tratamento para câncer de mama HER2+

Foto: Getty Images

A Anvisa aprovou uma nova indicação terapêutica para o medicamento Enhertu (trastuzumabe deruxtecana), utilizado no tratamento do câncer de mama. A decisão amplia o uso da terapia para pacientes adultos com câncer de mama HER2-positivo que, mesmo após o tratamento realizado antes da cirurgia e a retirada do tumor, ainda apresentam sinais da doença.

 

Segundo a agência, a nova indicação é destinada a pacientes com doença invasiva residual após terem recebido tratamento com trastuzumabe, com ou sem pertuzumabe, associado à quimioterapia baseada em taxanos.

 

Na prática, o medicamento poderá ser utilizado mais cedo no tratamento de um grupo de pacientes que continua apresentando células cancerígenas após a cirurgia. O objetivo é diminuir as chances de a doença voltar no futuro.

 

O Enhertu é administrado por infusão na veia e foi desenvolvido para reconhecer as células do câncer que apresentam a proteína HER2, levando o tratamento diretamente até elas.

 

De acordo com a Anvisa, o câncer de mama é o tipo de câncer mais diagnosticado no mundo e a principal causa de morte por câncer entre mulheres. No Brasil, são estimados mais de 70 mil novos casos por ano.

 

Entre 10% e 19% dos tumores de mama apresentam excesso da proteína HER2, característica associada a uma forma mais agressiva da doença.

 

Mesmo com os tratamentos atuais, parte das pacientes ainda apresenta doença residual após a cirurgia. Segundo a agência, até 25% delas podem ter uma recidiva ao longo dos 10 anos seguintes.

 

A aprovação da nova indicação foi baseada em estudos que demonstraram benefício para as pacientes. Segundo a Anvisa, o tratamento reduziu em 53% o risco de recorrência do câncer invasivo ou de morte, além de aumentar o tempo em que as pacientes permaneceram livres da doença.

 

A nova indicação vale apenas para o grupo de pacientes definido na aprovação da agência e a utilização do medicamento deve ser avaliada pelo médico responsável por cada caso.