Geral

Projeto de Roberto Cidade amplia acesso a diagnóstico e tratamento de doenças raras no Amazonas

Proposta cria Cadastro Estadual para mapear pacientes e fortalecer políticas públicas de saúde no Estado

28/01/2026 08h44 Por: Assessoria de Comunicação Roberto Cidade
Projeto de Roberto Cidade amplia acesso a diagnóstico e tratamento de doenças raras no Amazonas

Foto: Herick Pereira

Em tramitação na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Projeto de Lei de autoria do presidente da Casa, deputado Roberto Cidade (UB), institui o Cadastro Estadual de Paciente com Doenças Raras no Amazonas. A proposta (PL n° 659/2025), se aprovada e sancionada pelo Executivo, pretende garantir maior efetividade às políticas públicas voltadas ao diagnóstico, tratamento, acompanhamento e inclusão social de pessoas acometidas por doenças raras no Estado.

 

O parlamentar defende que o Amazonas esteja preparado para identificar, mapear e acompanhar esses paciente, que muitas vezes enfrentam desafios logísticos e estruturais para acessar o tratamento adequado.

 

“Precisamos facilitar o acesso dessas famílias a políticas públicas eficientes, garantindo atendimento humanizados, diagnósticos precoce e tratamento contínuo. O projeto prevê que o cadastro seja mantido de forma permante, com dados atualizados, respeitando a dignidade da pessoa humana e a inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e a da imagem dos pacientes, conforme estabelece a Constituição Federal”, declarou Cidade.

 

A iniciativa também prevê a integração de políticas públicas voltadas às pessoas com doenças raras; o apoio à formulação de programas de diagnósticos precoce, tratamento e reabilitação; a garantia de acesso contínuo a medicamentos e terapias específicas; a capacitação de profissionais da saúde; e o estímulo a parcerias com instituições públicas e privadas, nacionais e internacionais.

 

A coordenação e regulamentação do cadastro deverão ficar sob responsabilidade do Poder Executivo Estadual, em articulação com os municípios, universidades e hospitais de referência.

 

Dados

 

 

Até maio de 2025, a Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ) acompanhava o tratamento de 92 pacientes diagnosticados com doenças raras e 25 pacientes com mucopolissacaridoses — grupo de doenças raras causadas por deficiências no metabolismo, que resultam na ausência de enzimas responsáveis por degradar determinadas substâncias no organismo.

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que existam entre 6 mil e 8 mil doenças raras no mundo, afetando cerca de 65 a cada 100 mil pessoas. No Brasil, aproximadamente 13 milhões de pessoas vivem com alguma dessas condições.