Geral

Fieam celebra 66 anos como protagonista do desenvolvimento industrial do Amazonas

Sob presidência de Antônio Silva, entidade celebra a permanência de uma instituição que soube acompanhar as transformações do Amazonas sem perder sua missão original

03/08/2026 11h53 Por: Neuton Corrêa - BNC Amazonas
Fieam celebra 66 anos como protagonista do desenvolvimento industrial do Amazonas

Foto: Divulgação

Há instituições que sobrevivem ao tempo. Outras ajudam a moldar o tempo em que vivem. A Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), que completa 66 anos, pertence à segunda categoria.

 

Sua história se confunde com a própria consolidação da Zona Franca de Manaus. Quando o modelo econômico ainda dava seus primeiros passos, a entidade assumiu uma missão que permanece atual: representar a indústria amazonense e defender um projeto de desenvolvimento que permitiu ao Amazonas construir um dos maiores parques industriais da América Latina em plena floresta amazônica.

 

Ao longo dessas mais de seis décadas, presidentes, empresários e dirigentes compreenderam que defender a indústria nunca significou apenas defender empresas. Significou preservar empregos, renda, arrecadação, tecnologia e oportunidades para milhares de famílias. Cada ameaça aos incentivos fiscais da Zona Franca encontrou na Fieam uma das principais trincheiras institucionais de resistência.

 

Fator Antonio Silva

 

Mas instituições também evoluem.

 

Nos últimos doze anos, sob a presidência de Antonio Silva, a Federação ampliou seu horizonte. A defesa da Zona Franca deixou de ser apenas uma pauta regional para ocupar espaço permanente nas discussões nacionais sobre política industrial, desenvolvimento e competitividade.

 

Antonio Silva compreendeu que a sobrevivência da Zona Franca não depende apenas das decisões tomadas em Manaus. Ela passa, sobretudo, pela capacidade de construir pontes em Brasília, dialogar com o governo federal, com o Congresso Nacional e com as principais lideranças da indústria brasileira. Foi essa estratégia que levou a Fieam a ocupar um protagonismo cada vez maior dentro do sistema industrial do país.

 

Seu estilo é conhecido. Não é o dirigente das frases de efeito nem das disputas por holofotes. Prefere o trabalho silencioso, a articulação permanente e a construção de consensos. Nas reuniões da Federação, conduz os debates com serenidade, ouvindo mais do que falando, mas sem abrir mão da firmeza quando os interesses da indústria amazonense entram em pauta.

 

Esse perfil ajudou a projetar a Fieam para além das fronteiras do Estado.

 

Papel transformador

 

Ao mesmo tempo, sua gestão também ampliou a dimensão social da entidade. O fortalecimento das escolas do Sesi, os investimentos em qualificação profissional por meio do Senai e iniciativas como o barco Samaúma, que leva educação, saúde e cidadania ao interior do Amazonas com recursos da própria iniciativa privada, mostram que a indústria também pode exercer um papel transformador muito além dos portões das fábricas.

 

Esse talvez seja um dos maiores legados da atual administração: demonstrar que desenvolvimento industrial e responsabilidade social não competem entre si. Ao contrário, se complementam.

 

A importância da Fieam também se explica pelos números. Representando um parque industrial formado por cerca de 600 indústrias e dezenas de sindicatos patronais, a entidade fala em nome de um dos segmentos econômicos mais relevantes do Brasil. Não por acaso, tornou-se uma das federações estaduais de maior peso político dentro do sistema da indústria nacional.

 

Agora, Antonio Silva alcança outro patamar ao assumir novamente interinamente a presidência da mais importante organização empresarial da indústria brasileira e da América Latina, a Confederação Nacional da Indústria (CNI). A conquista transcende sua trajetória pessoal. Ela representa o reconhecimento nacional da importância que o Amazonas conquistou na agenda industrial brasileira.