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Ex-dIretor do INSS nega vínculo político em depoimento à CPI

Alexandre Guimarães é investigado sob suspeita de ter recebido R$ 313 mil de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS

28/10/2025 10h24 Por: Acrítica
Ex-dIretor do INSS nega vínculo político em depoimento à CPI

Foto: Lula Marques / Agência Brasil

O ex-diretor de Governança, Planejamento e Inovação do INSS, Alexandre Guimarães, afirmou nesta segunda-feira (27) não ter mantido relações com políticos ao longo de sua carreira em órgãos públicos. Em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, ele declarou que os cargos que ocupou foram conquistados apenas por meio da entrega de currículos a parlamentares.

 

“Não tenho relações com políticos”, afirmou o ex-diretor, que ocupou o cargo de 2021 até o início de 2023. Guimarães, no entanto, admitiu ter sido indicado ao INSS após uma reunião rápida com o deputado Euclydes Petterson (Republicanos-MG).

 

Alexandre Guimarães é investigado sob suspeita de ter recebido R$ 313 mil de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como operador de um esquema de fraudes com descontos indevidos em benefícios previdenciários.

 

Em depoimento à CPMI do INSS, Guimarães admitiu ter conhecido Antunes em 2022 e afirmou que os repasses se referiam à prestação legal de serviços de educação financeira de sua empresa para uma consultoria de Antunes e de seu filho. Segundo ele, a empresa de Antunes era o único cliente de sua empresa, e os serviços foram encerrados após a operação da Polícia Federal que desmantelou o esquema de cobranças não autorizadas a aposentados e pensionistas.

 

O ex-diretor negou qualquer participação na celebração de acordos entre o INSS e as entidades envolvidas nos descontos ilegais e afirmou ter tomado conhecimento do esquema apenas após a ação da PF.

 

Respostas

 

Em resposta, Pettersen confirmou que o encontro pode ter ocorrido, mas negou qualquer irregularidade

 

“Posso realmente ter me reunido com ele, como com tantos outros que buscam apoio para indicações em órgãos públicos. Cada indicado é responsável por suas ações”, declarou o deputado.

 

Durante a sessão, o relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil – AL), anunciou a intenção de convocar Pettersen e o senador Weverton Rocha (PDT-MA) para prestarem esclarecimentos à comissão. “Espero que não haja nenhuma blindagem. Esses esclarecimentos são bons para o deputado e para o senador”, afirmou o relator.

 

Até o momento, há um requerimento formal de convocação de Weverton Rocha, protocolado pelo deputado Kim Kataguiri (União Brasil – SP). O documento menciona que o senador teria recebido o Careca do INSS em seu gabinete. A CPMI deverá votar, nas próximas sessões, os pedidos de convocação de parlamentares e a ampliação das quebras de sigilo de pessoas investigadas no caso.

 

Em nota, o senador afirmou estranhar a menção a seu nome e declarou não ser alvo de investigação.

 

“Acho estranha essa menção, já que não sou investigado nem citado em nenhuma apuração. Na minha opinião, o relator deve ser concentrar em oerecer respostas concretas para com bater as fraudes no INSS”, rebateu Weverton.