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Escola Municipal Nossa Senhora das Graças realiza Semana do Meio Ambiente

Com o tema “Escola Ribeirinha Sentinela do Clima e da Floresta”, inciativa busca fortalecer a conscientização e a sensibilização ambiental entre os estudantes

09/06/2026 10h25 Por: Amanda Soares
Escola Municipal Nossa Senhora das Graças realiza Semana do Meio Ambiente

Foto: Divulgação

Localizada às margens do rio Uaicurapá, na comunidade do Maranhão, a Escola Municipal Nossa Senhora das Graças realiza, entre os dias 8 e 12 de junho, a Semana do Meio Ambiente. Com o tema “Escola Ribeirinha: Sentinela do Clima e da Floresta”, a iniciativa tem como objetivo promover a conscientização ambiental, fortalecendo o compromisso da comunidade escolar com a preservação da Amazônia, a sustentabilidade e o enfrentamento das mudanças climáticas.

 

O evento, coordenado pelas professoras Daniele Azevedo e Perpétua Muniz, contará com palestras, oficinas e atividades educativas, nas quais alunos, professores e a comunidade em geral terão a oportunidade de ampliar seus conhecimentos sobre a importância da floresta, dos recursos hídricos e do monitoramento ambiental.

 

De acordo com a professora de Geografia, Daniele Azevedo, a escola tem um papel fundamental na construção de uma sociedade mais comprometida com as questões ambientais.

 

“Eu costumo falar em sensibilização ambiental, porque os estudantes já fazem parte da sociedade e queremos que a escola seja um caminho para desenvolver uma visão diferente sobre as questões ambientais”, destacou.

 

A Semana do Meio Ambiente contará com a participação do engenheiro florestal, mestre e doutor pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Bruno Oliva Gimenez; do geógrafo, mestre em Educação e doutor em Geografia Física pela Universidade de São Paulo (USP), José Camilo Ramos de Souza; e do servidor do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM), Fábio Leite Dias.

 

A programação busca aproximar a comunidade escolar das discussões científicas sobre clima, floresta e sustentabilidade, incentivando a participação dos estudantes em ações de pesquisa e monitoramento ambiental voltadas à realidade amazônica.

 

O evento teve início no dia 8 de junho com uma palestra ministrada pelo pesquisador Bruno Oliva, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), parceiro da instituição na discussão sobre mudanças climáticas e a relação com a floresta amazônica.

 

Nesta terça-feira (09), às 19h, será realizada uma palestra com Fábio Leite, técnico do Serviço Geológico do Brasil, em parceria com a Minas Energia. O encontro abordará questões relacionadas aos recursos hídricos da região, aos eventos climáticos extremos e às mudanças ambientais que vêm afetando a Amazônia.

 

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA:

 

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Entre os destaques da programação está a instalação de uma estação pluviométrica na escola. Segundo a professora, trata-se da primeira estação desse tipo implantada em uma escola do campo ribeirinha no Amazonas com foco em pesquisa científica.

 

“A nossa ideia é desenvolver um trabalho de longo prazo e levar os resultados para Brasília em 2027. A estação permitirá a coleta diária de dados de chuva, contribuindo para a produção de boletins e estudos científicos”, explicou.

 

O equipamento foi obtido por meio de uma parceria entre a escola, o Serviço Geológico do Brasil, a Minas Energia, o INPA e outras instituições públicas. Os dados coletados passarão a integrar análises sobre o regime de chuvas na Amazônia, contribuindo para reduzir a carência de informações pluviométricas em determinadas áreas da região.

 

Outro projeto previsto para esta quarta-feira é a instalação de um sensor de monitoramento da qualidade do ar. A iniciativa ocorre em parceria com a Defesa Civil do Amazonas e permitirá acompanhar indicadores relacionados à fumaça, queimadas e poluentes atmosféricos.

 

As informações coletadas serão integradas à plataforma Selva, sistema que monitora a qualidade do ar em diferentes pontos da Amazônia.

 

“A nossa escola passará a fazer parte dessa rede de monitoramento, gerando dados que poderão subsidiar pesquisas científicas e auxiliar na tomada de decisões relacionadas aos impactos ambientais”, afirmou.

 

A proposta da escola é ampliar a participação dos estudantes em projetos científicos, aproximando os alunos ribeirinhos das geociências e da pesquisa acadêmica.

 

“Queremos levar para dentro da nossa escola essa possibilidade, para que os alunos do campo tenham um despertar diferente e possam participar da produção científica sobre a Amazônia”, concluiu a professora.