Eduardo Braga celebra recorde da ZFM e alerta para risco de empregos
Relator da reforma tributária no Senado, Braga associou o desempenho da indústria à preservação dos incentivos fiscais da Zona Franca
Foto: Divulgação
O senador Eduardo Braga (MDB-AM) comemorou o recorde histórico de empregos no Polo Industrial de Manaus (PIM) e alertou que a eleição presidencial de 25 de outubro poderá definir o futuro da segurança jurídica da Zona Franca de Manaus (ZFM). Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que mais de um milhão de empregos ligados direta e indiretamente ao modelo econômico amazonense podem ser afetados caso a reforma tributária seja desfeita.
Relator da reforma tributária no Senado, Braga associou o desempenho da indústria à preservação dos incentivos fiscais da Zona Franca e defendeu a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Mais uma boa notícia. Fruto da nossa reforma tributária e da segurança jurídica que a Zona Franca de Manaus adquiriu pela primeira vez na nossa história”, declarou.
Polo Industrial atinge 135 mil empregos
Dados divulgados pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), na quarta-feira (14/10), apontam que o PIM alcançou 135.080 trabalhadores em agosto de 2026, o maior contingente de empregos de sua história.
O faturamento acumulado entre janeiro e agosto chegou a R$ 165,12 bilhões, crescimento de 10,47% em comparação com o mesmo período de 2025.
Outros indicadores também registraram expansão. As exportações cresceram 31,26%, enquanto a produção de motocicletas avançou 10,78% e a de telefones celulares, 9,22%.
Os números reforçam a importância do Polo Industrial para a economia amazonense, tanto pela geração direta de empregos quanto pela movimentação das cadeias de fornecedores, serviços, transporte e comércio.
Braga fala em mais de um milhão de empregos
Ao comentar os resultados, Eduardo Braga destacou que os efeitos econômicos da Zona Franca ultrapassam os empregos registrados diretamente nas fábricas.
“Se nós somarmos toda a atividade macroeconômica gerada pela Zona Franca de Manaus, nós ultrapassamos a barreira de um milhão de empregos”, afirmou.
O senador incluiu nessa estimativa os postos de trabalho associados às atividades industriais, aos fornecedores, aos prestadores de serviços e ao comércio movimentado pela renda dos trabalhadores.
O número superior a um milhão é uma estimativa apresentada pelo parlamentar sobre o alcance econômico do modelo, distinta dos 135.080 empregos diretos registrados pela Suframa.
Reforma tributária e garantia até 2073
Eduardo Braga teve participação central na tramitação da reforma tributária, como relator da proposta no Senado. A legislação preservou os diferenciais competitivos da Zona Franca de Manaus, cujo prazo constitucional de vigência se estende até 2073.
A proteção do modelo foi um dos principais pontos defendidos pela bancada amazonense durante as discussões sobre a substituição de tributos sobre o consumo.
Segundo Braga, a segurança jurídica proporcionada pelas novas regras permite que as empresas planejem investimentos de longo prazo, ampliem a produção e mantenham empregos no Amazonas.
O senador advertiu, entretanto, que uma eventual tentativa de desfazer a reforma poderia comprometer essas garantias. A reversão das proteções constitucionais dependeria de alterações legislativas e constitucionais, não podendo ocorrer apenas por decisão unilateral do presidente da República.
Eleição presidencial entra no debate sobre a Zona Franca
Braga vinculou a continuidade da reforma tributária ao resultado do segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro.
“No próximo dia 25 você vai tomar uma decisão muito importante. Se você vai eleger um presidente que tem compromisso com a reforma tributária, com a Zona Franca de Manaus e com a segurança jurídica da Zona Franca, ou se vai votar num candidato a presidente da República que já está dizendo que vai desfazer a reforma tributária e, portanto, quebrar a segurança jurídica da Zona Franca”, declarou.
A manifestação representa um posicionamento eleitoral do senador em defesa de Lula. O risco apontado por Braga decorre de sua avaliação sobre as propostas do adversário, e não de uma decisão já tomada para modificar as garantias da Zona Franca.
O parlamentar ressaltou que cabe ao eleitor decidir qual projeto político oferece maior segurança para a economia amazonense.
“Essa decisão vai ser exclusivamente de cada um de nós, porque na democracia ninguém pega na sua mão na hora de votar”, afirmou.
Ao encerrar o vídeo, Braga pediu votos para o presidente.
“Eu espero que você reflita e que você vote 13, Lula, pela segurança jurídica da Zona Franca e pela segurança jurídica de mais de um milhão de empregos gerados no estado do Amazonas”, concluiu.
