Geral

Dia da Visibilidade Trans: Prefeitura de Parintins assegura políticas de saúde, educação e assistência social

Presença da prefeita em exercício, Vanessa Gonçalves, reforçou o compromisso da gestão com a comunidade trans por meio da oferta de serviços essenciais

30/01/2026 07h58 Por: Josene Araújo - SEMASTH/SECOM

Fotos: Pitter Freitas

Com o objetivo de fortalecer o acesso a direitos da população trans, a Prefeitura de Parintins participou ativamente da ação social nesta última quinta-feira, 29 de janeiro, Dia da Visibilidade Trans, na Escola Municipal Irmã Cristine.

 

A iniciativa com a temática “Vida Trans: Vozes Que Não se Calam”, realizada pela Associação de Gays, Lésbicas e Travestis de Parintins (AGLTPIN), promoveu orientações e atendimentos a serviços de saúde, assistência social e na área jurídica com a retificação de nome e de gênero.

 

A prefeita em exercício Vanessa Gonçalves fortaleceu o compromisso da gestão com a comunidade trans levando serviços essências.


“O prefeito Mateus e eu estamos trazendo as secretarias contribuindo com a saúde, a assistência social e a educação, mostrando que nos preocupamos e abraçamos a causa o ano inteiro. A nossa administração tem carinho e respeito por nossa população”, assegurou.

 

O secretário de Saúde Clerton Florêncio destacou a implantação do Ambulatório de Hormonioterapia que faz parte do programa de governo de Mateus e Vanessa.

 

De acordo com a secretária de Assistência Social, Trabalho e Habitação, Zeila Cardoso, o atendimento especializado levado na ação social está disponível o ano todo dentro dos equipamentos CRAS, CREAS, Cadastro Único.

 

Nome Social, direito assegurado 

 

A importância do respeito a identidade de gênero foi esclarecedora com a presença da defensora pública Monalysa Helena Façanha que orientou quanto ao processo que deve ser feito junto com os cartórios.

 

“Hoje orientamos sobre a documentação necessária para alterar o nome e o gênero. Isso muda principalmente a questão da humanização, a garantia de direitos e a forma como se identifica”, enfatiza. 

 

Blava Blanc, 32 aproveitou o atendimento para fazer a retificação do nome social, ou seja, o processo administrativo ou judicial para alterar o nome e/ou gênero no registro civil e documentos oficiais.

 

 

“Minha história é longa pelo preconceito que sofro na cidade e na minha família. Eu sempre quis mudar meu nome, mas ainda não havia encontrado um meio por conta da burocracia. E hoje tenho essa oportunidade”, ressalta.

 

Para Serena Lins, o nome social é uma conquista. “Muda tudo na vida da gente, principalmente a segurança ao frequentar lugar público, ser chamada pelo nome, nos serviços de saúde e outros. Hoje tenho meu RG, isso me dá muita segurança”, assegura.

 

O presidente da Associação AGLTPIN Fernando Moraes considerou positivo o evento, destacando que o nome social é essencial. Ele agradeceu a parceria da Prefeitura. “Hoje temos um avanço muito grande na saúde, temos o cartão do SUS, as UBS estão preparadas para trabalhar o nome social. Hoje é preciso trabalharmos em parceria para a qualificação profissional em todos os setores da gestão”, argumentou.