Azul, Gol e LATAM deverão aumentar voos na Amazônia para obter financiamento federal
Medida do governo federal exige ampliação das operações na Amazônia Legal e no Nordeste como contrapartida para acesso a R$ 5,5 bilhões em financiamentos destinados ao setor aéreo
Foto: Aviação Amazônia / Parintins - AM
A aviação regional brasileira poderá ganhar um novo impulso nos próximos meses. Azul, Gol, LATAM e a companhia aérea regional Abaeté formalizaram junto ao Ministério de Portos e Aeroportos o pedido de acesso às linhas de crédito do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), que disponibilizará R$ 5,5 bilhões para o setor em 2026. Como contrapartida, as empresas deverão ampliar sua presença na Amazônia Legal e no Nordeste. (CNN Brasil).
Pelas regras estabelecidas pelo governo federal, as companhias terão de aumentar em 15% a proporção de frequências operadas nessas regiões em relação ao ano anterior ou garantir que, ao menos, 17,5% de todas as decolagens anuais ocorram nesses mercados. A meta deverá ser alcançada em até 24 meses e mantida por pelo menos um ano.
A medida é vista como uma oportunidade para ampliar a conectividade aérea em áreas historicamente dependentes do transporte aéreo, especialmente na Amazônia, onde muitos municípios possuem acesso limitado por vias terrestres. O aumento das frequências poderá fortalecer ligações entre capitais e cidades do interior, além de estimular o desenvolvimento econômico e o turismo regional.
Os recursos serão operados pelo BNDES e poderão ser utilizados em diferentes finalidades, incluindo aquisição de aeronaves, manutenção de motores, investimentos em infraestrutura logística e compra de combustível sustentável de aviação (SAF). As taxas de financiamento variam entre 4% e 7,5% ao ano, dependendo da modalidade escolhida.
Caso as metas sejam cumpridas, a iniciativa poderá representar uma das mais relevantes expansões da malha aérea regional dos últimos anos, beneficiando especialmente passageiros do Norte e Nordeste, regiões que frequentemente enfrentam menor oferta de voos em comparação aos principais mercados do país.
