Atividades no Distrito Industrial, escolas e serviços públicos são retomadas nesta segunda-feira
Decisão foi tomada pelo comitê formado por órgãos estaduais após a confirmação de que o vazamento foi controlado
Foto: Divulgação
As atividades no Distrito Industrial de Manaus, nas escolas da rede estadual e nos serviços públicos que haviam sido suspensos após o vazamento de gás estireno voltam ao funcionamento normal nesta segunda-feira (20). A decisão foi tomada pelo comitê formado por órgãos estaduais após a confirmação de que o vazamento foi controlado.
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), não há mais emissão de gás nem resíduos de estireno na área isolada. Apesar da liberação das atividades, equipes da corporação permanecem na empresa onde ocorreu o acidente para manter o resfriamento do tanque atingido e acompanhar os procedimentos de retirada do material, trabalho que deve continuar pelos próximos meses.
Atividades foram liberadas
A liberação foi definida após avaliações técnicas realizadas por órgãos como o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (Crea-AM), Defesa Civil, Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), Secretaria de Educação, Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e demais integrantes do comitê de monitoramento.
De acordo com o Ipaam, inspeções feitas com drone termal e análises estruturais apontaram que o tanque atingido apresentou deformação, mas sem registro de fissuras ou rachaduras. O instituto informou que continuará acompanhando a qualidade do ar, a destinação dos resíduos e o cumprimento das exigências ambientais pela empresa.
Na área da saúde, a SES-AM informou que, desde o início da ocorrência, foram registrados 552 atendimentos relacionados a sintomas de possível exposição ao estireno. Apenas um paciente permanece internado na rede estadual. A secretaria orienta que pessoas com sintomas procurem atendimento médico ou acionem o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo telefone 192.
As investigações sobre duas mortes registradas durante o período seguem em andamento. Em um dos casos, ocorrido na rede privada de saúde, a causa da morte será apurada por uma comissão de verificação de óbito com acompanhamento da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP). No outro, registrado na rede estadual, foi informado que não foi constatada relação direta entre o óbito e a exposição ao gás.
